2018 / ECOLOGIA / / / / / / / / / /

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4 * * * * estrelas para o «ECOLOGIA» no suplemento ÍPSILON do jornal Público

«Joana Bértholo é autora de um livro incómodo e brilhantemente estruturado»

«Um livro revolucionário que analisa, sob o disfarce do romance, ou seja, através de histórias de pessoas com vidas que nos parecem familiares e próximas, o caos em que vivemos.»

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«Quanto tempo falta para o futuro» por Helena Vasconcelos (Ípsilon, 17 Agosto 2018, p. 31)

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2018 / ECOLOGIA /////////////////////////////////////////////////

PAISAGENS DA NOVA DISTOPIA DIGITAL / JORNAL DE LETRAS

«PAISAGENS DA NOVA DISTOPIA DIGITAL
Não é comum escrever sobre romances neste espaço. Seria muito difícil, contudo, não prestar atenção a um novo romance da jovem e premiada escritora Joana Bértholo (JB), que partilha o título desta rubrica.
A sua leitura é um exercício que junta o fascínio de uma narrativa imaginativa, engenhosa nos seus recursos, com a inquietação dos temas e circunstâncias abordados. Somos transportados a um futuro, que reconhecemos já nas tendências emergentes do nosso vertiginoso e mutável presente.
LITERATURA E ECOLOGIA
Esta obra apresenta-se através de uma técnica de escrita original e poderosa. Surpreendente, pelo modo como o leitor vai sendo transportado, sem perda de fio condutor, para diferentes painéis narrativos; mas aquilo que mais me impressionou foi o grande valor de verdade deste livro. Ecologia mostra que uma ficção não é necessariamente o êxodo para um real alternativo, mas sim a imaginação de uma outra perspetiva, a partir da qual podemos abrir novas janelas de onde interrogamos o que de essencial se esconde nas manifestações do presente, sobretudo as suas linhas de fuga rumo a um futuro perigoso e desafiante. Nessa medida, a literatura pode e deve ser uma forma de heurística e hermenêutica da realidade, um veículo de alargamento gnosiológico. O livro de JB não receia situar-se na linha de uma literatura que não recusa constituir-se como um lugar intensivo de pensamento. Nesta obra o leitor pressente a densidade do valor de verdade de uma ficção profética, na ilustre e clássica linhagem de um Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou de 1984, de George Orwell.
O título deste livro respeita o conceito que também é. A semântica da Ecologia já existia antes de Ernst Haeckel ter cunhado o conceito em 1866. No século XVIII, o grande Lineu falava de uma "economia da Natureza". O luso-brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva sublinhava a ação antrópica sobre o mundo, com os seus riscos.
Do mesmo modo que Alexander von Humboldt o fará na sua monumental obra. O essencial do conceito de "ecologia", que JB incorpora plenamente na sua narrativa, reside numa teia viva e dinâmica de relações entre criaturas e entidades diversas, constituindo-se como um Mundo. Em muitos aspetos, a Ecologia ao evoluir para o conceito de ambiente ultrapassa visões dicotómicas absolutas, como a de homem/mundo ou cultura/ natureza. A autora desenvolveu para este livro, um intenso trabalho de pesquisa. Não só labor na leitura, mas também discussão com especialistas em diversas áreas científicas. O romancista não é diferente do ensaísta no que respeita à "marcha de aproximação" que o desenho e o desenvolvimento de uma obra exigem.
UTOPIA E DISTOPIA
Hoje, o conceito de Ecologia está ligado a um mundo em perda. Glenn Albrecht, um dos autores referidos, fala de "solastalgia": a dor por um mundo que se desmorona à nossa volta, e nos deixa com um sentimento crescente de angústia e impotência. Depleção da biodiversidade, alterações climáticas, a paisagem que se degrada e contamina. Contudo, esta obra fala também de um mundo que está a surgir. Na Ecologia, mesmo em sentido mais estrito, aprende-se que existe sempre uma "sucessão ecológica". Depois de um incêndio, a natureza procura reconstruir um novo equilíbrio, uma nova "comunidade clímax". Até que ponto será possível um novo equilíbrio habitável? Eis a questão maior a que, contudo, este romance pela sua própria natureza não nos pode dar resposta. Esse será o trabalho para as políticas públicas, as doutrinas sociais e os movimentos religiosos. O que o leitor encontra efetivamente neste livro de Joana Bértholo, envolto numa claridade com sombras subtis, é o processo invisível, gradual, enviesado como o mercado mundial, que todos partilhamos, se vai tornando imperial também através da nossa adesão individual. Os homens, mulheres e crianças que habitam este livro vão sendo apropriados pela universal presença de uma esfera das transações que tudo absorve num surto de inovação tecnológica aparentemente ilimitado: a linguagem, os sonhos, os medos. O nosso desejo de felicidade individual, no eco do mercado, transforma-se num coro difuso onde se digitaliza o pensamento, o corpo, e se dissolve até à categoria de sujeito. As utopias individualistas desaguam numa distopia coletiva. Nessa medida, este livro também é um antecipado regresso ao futuro, contendo a latente esperança da literatura: a de que, na hora decisiva, a realidade seja capaz de desmentir a ficção. JL»

Viriato Soromenho Marques no Jornal de Letras de 4 de Julho de 2018

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2017 / O MUSEU DO PENSAMENTO / / / / / / / / / /

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«Uma obra original, escrita num tom coloquial e bem-disposto, a que se juntam ilustrações num registo que combina bem com a clareza da linguagem. Não sendo imagens óbvias (à excepção dos múltiplos formatos de chapéus), estimulam a imaginação e a reflexão. Arriscaríamos chamar-lhes “imagens filosóficas”. É que dão que pensar…»

Rita Pimenta no Público de 7 de Outubro de 2017

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«Este volume revela-se numa estrutura algo caótica que serve muito bem o seu tema: o pensamento livre dentro das nossas cabeças. (...) [C]om muito mais perguntas do que respostas, excelente ponto de partida para a arte de filosofar. Ou, simplesmente, pensar.»

Pedro Dias de Almeida na Revista Visão de 4 de Outubro de 2017

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«Ou seja, este museu sem paredes coincide com o seu objeto: trata-se de um espaço bem pensado, onde se pensa de várias maneiras sobre o ato de pensar. Guiados por Miguel, um cicerone “muito bem vestido”, colocamo-nos no lugar do público invisível, que vai dando sinais da sua presença, das suas dúvidas e espantos. Jogando com as inventivas ilustrações de Pedro Semeano e Susana Diniz, a autora do texto imita a deriva própria do pensamento deixado em roda livre, avançando por associação de ideias, com inesperados saltos argumentativos e súbitas revelações, muitas vezes expressas em concisos rasgos poéticos.»

José Mário Silva na revista E, do jornal Expresso, a 23 de Setembro de 2017

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2015 / INVENTÁRIO DO PÓ / / / / / / / / / /

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INVENTÁRIO DO PÓ / JORNAL DE LETRAS & IDEIAS

INVENTÁRIO DO PÓ / ANTENA 1 / OUVIR "À Volta dos Livros" com Ana Daniela Soares

INVENTÁRIO DO PÓ / TSF / LIVRO DO DIA / OUVIR

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2013 / O LAGO AVESSO / / / / / / / / / /

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O LAGO AVESSO / JORNAL DE LETRAS

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"Na literatura portuguesa nunca houve um romance assim: vivido pelo e para o sentimento e pensado pela inteligência."
Miguel Real, Jornal de Letras

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O LAGO AVESSO / RTP / conversa com Teresa Sampaio para o programa Ler Mais, Ler Melhor [ ver vídeo ]

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2012/ HAVIA / / / / / / / / / /

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HAVIA / DIÁRIO DE NOTÍCIAS / «(…) aquilo que para uns serve como “abertura fácil” ou como “fuga para a frente” ganha em Joana Bértholo uma dimensão de “estado superior de luta” , sendo perfeitamente transmissível a sensação de que trabalha mas não esforça, agudiza mas não estica, diverte-se e diverte-nos mas não deixa achincalhar a prosa, cria e inventa mas não se deixa escorregar para delírios rasteiros
João Gobern

HAVIA / TIME OUT / "Os 33 contos e microcontos [de Havia] são do mais fresco e original que tem chegado às nossas livrarias."
Ana Dias Ferreira

HAVIA / JORNAL DE LETRAS / "Esta segunda narrativa de Joana Bértholo constitui-se como o livro de microficção de mais elevada qualidade estética publicado em Portugal."
Miguel Real

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2010 / DIÁLOGOS PARA O FIM DO MUNDO / / / / / / / / / /

DIÁLOGOS PARA O FIM DO MUNDO / JORNAL DE LETRAS / "Romance perturbador. Esperamos com forte expectativa o segundo livro de Joana Bértholo."
Miguel Real

DIÁLOGOS PARA O FIM DO MUNDO / EXPRESSO / "Em suma, Diálogos para o Fim do Mundo – mosaico que «está a acabar desde que começou» e coloca habilmente em causa a própria ideia de romance – parece-me uma das estreias mais promissoras e estimulantes dos últimos anos."
José Mário Silva

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OUTROS / / / / / / / / / /

GRANTA #5 / ANTENA 1 / "Carta Para Navegação de Vazios", Ana Daniela Soares conversa com Joana Bértholo sobre o conto que escreveu para a revista Granta Portugal (#5) [ ouvir ]

CONTOS NÃO VENDEM / Micro-contos de Jacques Sternberg, lidos por Joana Bértholo à conversa com Joana Neves / OUVIR

ENGLISH & PORTUGUESE: Revista Up/tap magazine [ pt ] [ eng ]

"Questionario de Proust" para a revista "Novos Livros" Março 2010 [ + ]

Um dia em Berlim com Laurinda Alves [ + ] [ blog ] [ video ]

Entrevista para o blog Reactor por José Bártolo, Dezembro 2008

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